ROADSHOW
AUTOMOTIVE
RETROSPECTIVA
REESTRUTURAÇÃO AUTOMOTIVE
DÜSSELDORF
MAI 2025
Quinta etapa da
KEYPLAYER-ROADSHOW 2025:
“Reestruturação na
indústria de fornecedores automotivos”
_MUDANÇA ESTRATÉGICA NA INDÚSTRIA DE FORNECEDORES AUTOMOTIVOS: AGORA É HORA DE AGIR
Juntamente com experientes decisores C-Level da indústria fornecedora da região de Düsseldorf, discutimos, no âmbito da KEYPLAYER Automotive Roadshow em 21 de maio de 2025, na Classic Remise Düsseldorf, as questões mais urgentes do setor — desde riscos geopolíticos e dependências operacionais até os necessários realinhamentos estratégicos.
A noite foi conduzida por Alexander Kujumdshiev (Partner & Director Automotive da KEYPLAYER), bem como por Korbinian Gennies e Dr. Alexander Jaroschinsky, da EY-Parthenon, com impulsos fundamentados e exemplos práticos.
Insights sobre a nossa
rodada de debates
// A dinâmica global está mudando as regras do jogo
Um olhar para a Ásia mostra de forma impressionante com que velocidade e visão estratégica o futuro da indústria automotiva está sendo moldado por lá. Os OEMs chineses — com destaque para a BYD — já não constroem suas fábricas de forma isolada, mas criam ecossistemas inteiros. Eles integram fornecedores, prestadores de serviços e até espaços de vida para colaboradores diretamente no local. O resultado: cadeias de suprimentos eficientes e resilientes, além de alta flexibilidade com tempo mínimo de reação.
A Arábia Saudita também vem investindo maciçamente em novas tecnologias e oferece condições de localização altamente atrativas. As primeiras instalações industriais mostram que ali estão surgindo novos clusters de produção com enorme potencial de crescimento — apoiados por programas estatais de incentivo, preços de energia favoráveis e processos rápidos de aprovação.
// OEMs alemães: processos de decisão lentos, volumes em queda
Na comparação direta, torna-se evidente uma deficiência importante: enquanto na Ásia veículos chegam ao mercado até mesmo com software ainda parcialmente imaturo, sendo posteriormente aprimorados, os OEMs alemães continuam apostando em longos ciclos de desenvolvimento e processos complexos de alinhamento. A consequência são prazos de projeto excessivamente longos e um ambiente de inovação pouco ágil.
Ao mesmo tempo, o volume destinado aos fornecedores continua sendo reduzido — não apenas por causa de vendas estagnadas ou em queda na Europa, mas também devido ao aumento do insourcing por parte dos OEMs. A intenção é ampliar a própria profundidade de criação de valor e reduzir a dependência em relação aos fornecedores.
// Subsídios cruzados e dependências: riscos na cadeia de suprimentos
Um problema central de muitos fornecedores é a forte dependência de OEMs individuais — frequentemente com participação no faturamento superior a 90%. Isso aumenta drasticamente o risco, sobretudo quando, ao mesmo tempo, são praticados subsídios cruzados entre projetos. Em uma situação de crise, o OEM prioriza os produtos com maior contribuição de margem — o que pode rapidamente se tornar uma ameaça existencial para fornecedores que financiam outros projetos de forma cruzada.
É necessário repensar essa lógica: os fornecedores precisam aprender a dizer “não” — quando o business case não promete sucesso sustentável. Um contrato aparentemente prestigioso pode rapidamente se transformar em uma armadilha econômica.
Estratégias para uma
reestruturação bem-sucedida
// Garantir flexibilidade — seguir novos caminhos de colaboração
Em um ambiente de mercado em retração, a “dança das cadeiras” já começou há muito tempo: quem reagir de forma lenta e hesitante já não conseguirá atender às parcelas de mercado remanescentes. As capacidades excedentes precisam ser reduzidas de forma consistente. Ao mesmo tempo, é necessária mais flexibilidade — estrutural, operacional e estratégica.
Uma possibilidade: cooperação com concorrentes. O que antes parecia impensável, hoje pode gerar novos efeitos de escala por meio de consórcios ou parcerias direcionadas, assegurando a capacidade de sobrevivência. A consolidação de volumes torna-se uma alavanca estratégica.
// Regulação e financiamento: a dupla pressão de custos
Um fator muitas vezes subestimado é o peso regulatório crescente na Alemanha e na UE. Seja por exigências de sustentabilidade, lei de cadeia de suprimentos ou padrões ESG — os requisitos aumentam continuamente, enquanto concorrentes internacionais operam com burocracia significativamente menor.
Paralelamente, o nível atual de juros dificulta os investimentos necessários. Muitos fornecedores enfrentam o desafio de viabilizar refinanciamentos — em condições muito piores do que há apenas alguns anos. Isso aumenta ainda mais a pressão econômica.
// Reestruturação, M&A e o fim das desculpas
A fase das otimizações superficiais chegou ao fim. Hoje, as reestruturações precisam ser mais profundas, pensadas de forma mais estratégica e implementadas com maior consistência. Quem continuar esperando terá de investir muito mais depois — e muitas vezes tarde demais.
O M&A ganha importância como instrumento de reestruturação, especialmente quando outras medidas já não produzem efeito. Embora, no passado, as sinergias e os efeitos de escala esperados muitas vezes não tenham sido concretizados, ainda hoje existem muitos motivos válidos para aquisições ou fusões direcionadas, especialmente quando há portfolios de produtos complementares ou acesso a novos mercados. Diversas empresas de private equity atuam com sucesso nesse mercado e tornam possível um novo começo para empresas que já haviam sido dadas como perdidas.
Conclusão e
perspectiva
Muitas empresas negligenciam sua gestão de riscos — tanto no que se refere às cadeias de suprimentos quanto à resiliência financeira. Soma-se a isso uma latente “arrogância de inovação”: know-how vindo de outros setores é frequentemente rejeitado, embora pudesse oferecer impulsos valiosos para a transformação da própria organização.
E é exatamente agora que são necessárias novas formas de pensar, soluções intersetoriais e coragem para mudar. Interim Managers, em especial, podem assumir aqui papéis decisivos como impulsionadores e parceiros de implementação — com experiência, objetividade e a independência necessária.
A equipe da KEYPLAYER apoia as empresas justamente nessas fases críticas — tanto com lideranças experientes por tempo determinado quanto com colocações seguras em posições permanentes, que não apenas analisam, mas também implementam de forma consistente.
Agradecemos a todos os participantes pela troca aberta e pelas perspectivas instigantes — e já aguardamos com entusiasmo as próximas etapas em Bielefeld (3 de junho) e Munique (2 de julho).
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